Por Ingrid Luisa — 15 out 2026, 14h00
Um ensaio clínico controlado publicado no European Journal of Nutrition encontrou redução da gordura hepática em participantes com doença hepática esteatótica associada à disfunção metabólica (MASLD) que consumiram um molho de tomate específico. A pesquisa acompanhou 93 adultos ao longo de 12 semanas e comparou os efeitos de um molho natural rico em carotenoides com os de um molho comercial de controle.
Como foi o estudo
Os voluntários receberam, durante 12 semanas, porções do molho em dias alternados: 80 g ou 160 g do produto testado, elaborado a partir de tomates orgânicos italianos plenamente maduros, ou um molho comercial usado como comparador. A intervenção foi descrita como um ensaio clínico controlado e avaliou a quantidade de gordura acumulada no fígado ao final do período.
Resultados principais
O grupo que consumiu o molho natural e com maior concentração de carotenoides apresentou redução mais acentuada da gordura hepática em comparação ao grupo controle. Em outras palavras, além do sabor, o molho preparado com tomates maduros mostrou benefício metabólico na população estudada.
Por que o molho pode ser mais eficaz que o tomate cru?
O aquecimento e o processamento do tomate aumentam a disponibilidade de carotenoides, como o licopeno, facilitando sua absorção pelo organismo. A presença de gordura no preparo — por exemplo, o uso de azeite na panela — também contribui para uma melhor biodisponibilidade desses compostos lipossolúveis.
Nem todo molho é igual
Os autores destacam que a origem e o grau de maturação do fruto, além da formulação do produto (quantidade de açúcar, sódio e óleo), influenciam o efeito. Molhos caseiros, passata, extratos e ketchup têm composições diferentes e não devem ser considerados equivalentes em termos nutricionais e funcionais.
O que considerar na prática
Como contexto para quem deseja aplicar o achado, vale preferir molhos feitos com tomates maduros e atenção ao rótulo em produtos prontos — menor teor de açúcares e sódio tende a ser vantajoso. A adição de azeite no preparo pode incrementar a absorção de carotenoides. Ainda assim, mudanças alimentares devem ser discutidas com profissionais de saúde, especialmente para pessoas com MASLD ou outras condições metabólicas.
O estudo reforça a ideia de que o processamento culinário correto pode aumentar o valor funcional de determinados alimentos, sem substituir tratamento médico quando indicado.
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via VEJA SAUDE