O Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), em Campinas (SP), anuncia a 6ª edição do Ciência Aberta, marcada para os dias 9 e 10 de agosto de 2024. Pela primeira vez, a programação prevê uma data exclusiva para receber excursões de instituições de ensino e grupos de estudantes de todo o país: sexta-feira, 9 de agosto.
O sábado, 10 de agosto, seguirá o formato tradicional das edições anteriores e será aberto ao público em geral, sem necessidade de inscrição prévia. No dia aberto ao público, as atividades começam às 9h e o último horário de entrada será às 15h.
Escolas e grupos interessados em participar do dia reservado para instituições devem preencher o formulário disponível na página oficial do evento: https://pages.cnpem.br/cienciaaberta/grupos/. As vagas costumam ser limitadas conforme capacidade das atividades e roteiros.
O Ciência Aberta reúne demonstrações, visitas guiadas e oficinas em diferentes centros do CNPEM. Em 2023, o centro recebeu cerca de 16 mil visitantes que passaram por 85 atrações, segundo dados da instituição.
Além de atrações no Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS), que abriga o acelerador Sirius, a programação contempla áreas como biociências, nanotecnologia e biorrenováveis, visando aproximar estudantes e o público em geral dos métodos e aplicações da pesquisa científica.
Antonio José Roque da Silva, diretor‑geral do CNPEM, afirmou que é gratificante observar o aumento do interesse por ciência entre diferentes faixas etárias e perceber o impacto que a infraestrutura e o trabalho do centro causam nos visitantes.
Local e horários
- Dias: 9 e 10 de agosto de 2024
- Local: Rua Giuseppe Máximo Scolfaro, 10.000, Polo II de Alta Tecnologia de Campinas, Campinas (SP)
- Horário público: sábado, 10 de agosto, a partir das 9h; última entrada às 15h
Como funciona o Sirius
O Sirius é o principal projeto científico do país: um laboratório de luz síncrotron de 4ª geração que permite investigar materiais em escala atômica e molecular, funcionando como um “raio X superpotente”. Para gerar a luz síncrotron, elétrons são acelerados quase à velocidade da luz e percorrem um túnel de 500 metros cerca de 600 mil vezes por segundo. Ímãs muito potentes desviam esses elétrons para as estações de pesquisa — as chamadas linhas de luz — onde ocorrem os experimentos. O feixe utilizado nas análises é extremamente fino, aproximadamente 30 vezes mais fino que o diâmetro de um fio de cabelo, e, embora extremamente brilhante, não é visível a olho nu.
As linhas de pesquisa do LNLS e as demais unidades do CNPEM permitem investigações em áreas variadas, como saúde, materiais, energia e agricultura, o que explica a abrangência das atividades apresentadas durante o Ciência Aberta.
Para mais informações sobre o evento e orientações para visitas em grupo, consulte a página do Ciência Aberta (link de inscrição para grupos) ou os canais oficiais do CNPEM.
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via GLOGO SAUDE