O procurador‑geral de Connecticut, William Tong, anunciou em 6 de maio de 2026 que a plataforma de comércio internacional Made‑in‑China aceitou encerrar as vendas de produtos classificados como “research grade” de GLP‑1 para consumidores nos Estados Unidos, como parte de um acordo firmado com o escritório do procurador. O acordo exige que o site impeça fabricantes de anunciar ou vender esses compostos a compradores norte‑americanos, implemente um sistema de monitoramento e retire listagens relacionadas a GLP‑1 em prazo de até cinco dias, além de prever uma multa de US$300.000, com parcela suspensa após o pagamento de US$30.000.
“Não existem genéricos aprovados de injetáveis GLP‑1 no mercado; quem anuncia isso está expondo pacientes a medicamentos potencialmente inseguros”, afirmou o procurador‑geral no comunicado sobre a ação, que se insere numa operação mais ampla contra a venda de versões não autorizadas desses fármacos. O documento do escritório de Tong lembra que produtos rotulados como “research grade” não têm autorização da Food and Drug Administration (FDA) para uso humano e podem conter impurezas, contaminação bacteriana e quantidades inconsistentes do princípio ativo, riscos que já motivaram alertas regulatórios.
O acordo com Made‑in‑China sucede outras medidas tomadas por Connecticut: em 2025 o estado abriu investigação sobre a venda direta desses compostos a consumidores e já havia fechado um acordo com a empresa Triggered Brand, que também foi obrigada a cessar vendas de GLP‑1 não aprovados e ficou sujeita a um julgamento de US$300.000, com parte suspensa após pagamento de montante menor. Além disso, acordos separados com clínicas e spas que anunciaram ou prescreveram produtos compostos também foram anunciados pelo escritório do procurador.
Autoridades sanitárias e relatórios acadêmicos apontam que mercados eletrônicos que facilitam a oferta de peptídeos e ingredientes farmacêuticos ativos (APIs) fora dos canais regulados ampliaram o acesso a versões não autorizadas de semaglutida, tirzepatida e outros agonistas de GLP‑1, criando riscos à qualidade e à segurança dos pacientes. Pesquisas sobre a circulação desses produtos na internet identificaram plataformas comerciais como um dos canais de oferta no mercado global de “medicamentos” ilícitos ou não regulamentados.
O acordo prevê sanções adicionais caso a plataforma viole os termos estabelecidos. O escritório do procurador‑geral também informou que a investigação e as ações de fiscalização continuam ativas, com a intenção de identificar e interromper novos pontos de venda de GLP‑1 não aprovados destinados a consumidores nos Estados Unidos.
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O que o acordo exige da plataforma:
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Proibir anúncios e vendas de produtos GLP‑1 destinados a clientes nos EUA;
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Implementar sistema de monitoramento para detectar e remover listagens;
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Remover quaisquer listagens de GLP‑1 em até cinco dias;
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Sujeição a multa de US$300.000, com parcela suspensa conforme os termos do acordo.
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Especialistas regulatórios têm intensificado avisos sobre a compra de medicamentos fora dos canais autorizados e a FDA tem divulgado orientações sobre os riscos associados a versões não aprovadas ou manipuladas de GLP‑1, incluindo problemas de armazenamento, dosagem e falta de inspeção adequada dos ingredientes importados. Essas preocupações ajudam a explicar a escalada das ações civis e administrativas contra vendedores e intermediários que promovem ou facilitam essas transações.
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