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John B. Goodenough, vencedor do Nobel por baterias de íon-lítio, morre aos 100 anos

John B. Goodenough, vencedor do Nobel por baterias de íon-lítio, morre aos 100 anos

O físico e químico John B. Goodenough, reconhecido por seu papel decisivo no desenvolvimento das baterias de íon-lítio, morreu no domingo, 25 de junho de 2023. Ele tinha 100 anos e faria 101 no mês seguinte.

Goodenough foi um dos três cientistas agraciados com o Prêmio Nobel de Química de 2019 — ao lado de Stanley Whittingham e Akira Yoshino — pela criação e aperfeiçoamento da tecnologia de baterias recarregáveis de íon-lítio. Em 2019, ao receber o prêmio, Goodenough tinha 97 anos, tornando-se até então a pessoa mais velha a receber um Nobel.

A academia responsável pelo Nobel destacou que a bateria recarregável desenvolvida a partir dessas pesquisas tornou possível a eletrônica móvel moderna, citando sua importância para telefones celulares e laptops. A instituição também ressaltou o potencial da tecnologia para reduzir a dependência de combustíveis fósseis, apontando seu uso em automóveis elétricos e no armazenamento de energia gerada por fontes renováveis.

Introduzida comercialmente a partir da década de 1990, a bateria de íon-lítio revolucionou aparelhos portáteis e acabou se tornando peça central na transição energética atual. Nas últimas fases de sua carreira, Goodenough e colaboradores investigaram alternativas para o armazenamento de energia, incluindo uma bateria com eletrólito sólido em forma de vidro e eletrodos metálicos de lítio ou de sódio — abordagens que buscam maior segurança e densidade energética.

John B. Goodenough nasceu em 25 de julho de 1922, na cidade de Jena, na Alemanha. Foi professor na Universidade do Texas em Austin por 37 anos; o presidente da instituição, Jay Hartzell, afirmou que Goodenough foi um pesquisador que manteve trabalho de ponta ao longo de décadas, influenciando gerações de cientistas.

Antes de Goodenough, o recorde de laureado mais idoso pertencia a Arthur Ashkin, que recebeu o Nobel de Física em 2018 aos 96 anos por desenvolvimentos nas chamadas pinças ópticas e suas aplicações.

As contribuições de Goodenough continuam sendo referência em pesquisas sobre baterias, mobilidade elétrica e sistemas de armazenamento de energia, áreas centrais para a descarbonização de setores industriais e do transporte.

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via G1 SAUDE E CIENCIA

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