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Estudo de 52 semanas conclui que bebidas dietéticas com adoçantes não calóricos têm efeito semelhante à água na perda de peso

Estudo de 52 semanas conclui que bebidas dietéticas com adoçantes não calóricos têm efeito semelhante à água na perda de peso

Um ensaio clínico randomizado conduzido pela Universidade de Liverpool encontrou resultados muito próximos entre o consumo diário de bebidas adoçadas com adoçantes não calóricos (NNS) e o consumo de água no contexto de um programa comportamental de perda e manutenção de peso de 52 semanas. Ambos os grupos registraram redução de peso ao final do período; a média foi de 7,5 kg no grupo que substituiu bebidas por versões adoçadas sem calorias e de 6,1 kg no grupo que consumiu água.

O estudo, chamado SWITCH, randomizou 493 adultos com índice de massa corporal (IMC) entre 27 e 35 kg/m² em um desenho paralelo aberto (246 no grupo água e 247 no grupo de bebidas NNS). A intervenção combinou 12 semanas de perda de peso assistida por encontros semanais com 40 semanas de manutenção assistida por sessões mensais. Os participantes foram orientados a consumir ao menos duas porções (330 ml cada) por dia do comportamento associado ao seu braço do estudo.

Na análise de participantes que completaram as 52 semanas, a perda média foi estatisticamente maior no grupo das bebidas adoçadas (−7,5 kg) em comparação com o grupo água (−6,1 kg), diferença entre grupos de 1,4 kg (intervalo de confiança de 90%: 0,2 a 2,6 kg). Apesar da significância estatística, os autores ressaltam que essa diferença não atingiu tamanho considerado clinicamente relevante.

Os pesquisadores detalharam várias análises de sensibilidade: quando os dados faltantes foram imputados ou quando se aplicou a técnica “last observation carried forward”, as diferenças entre os grupos deixaram de ser significativas, o que sugere que o resultado depende em parte do método analítico adotado. Além disso, a maior parte da perda de peso ocorreu nas primeiras 12 semanas de intervenção, com ligeiro reganho ao longo do tempo em ambos os grupos.

O ensaio foi realizado em um único centro no condado de Merseyside (Liverpool), no Reino Unido, e os autores apontam limitações importantes, como a taxa de conclusão relativamente baixa no ponto de 52 semanas e a falta de coleta de dados sobre raça/etnia, o que reduz a generalizabilidade dos achados. A pesquisa também ocorreu em parte durante a pandemia de COVID‑19, circunstância que os autores citam como possível influência na adesão e no acompanhamento.

O estudo está registrado sob o identificador NCT02591134 e a execução foi descrita em protocolo público do projeto SWITCH da Universidade de Liverpool. Os pesquisadores declaram que o ensaio recebeu financiamento da American Beverage Association; essa relação e outras declarações de conflito de interesse são apresentadas no artigo.

Contexto: resultados anteriores comparáveis mostram achados mistos — alguns ensaios de longa duração também observaram leve vantagem das bebidas adoçadas frente à água para manutenção de perda de peso, enquanto estudos observacionais e revisões apontam associações variadas entre consumo de adoçantes artificiais e desfechos metabólicos. A literatura reforça que, ao substituir bebidas açucaradas por opções de baixa ou nenhuma caloria (água ou bebidas adoçadas sem calorias), costuma haver benefício na redução de ingestão energética.

Conclusão e implicação prática: para quem participa de um programa estruturado de perda de peso, consumir bebidas adoçadas com adoçantes não calóricos pode levar a resultados de perda e manutenção de peso muito próximos aos observados ao optar por água. A diferença média observada no ensaio foi pequena e, segundo os autores, não tem impacto clínico claro; portanto, a escolha entre água e bebidas adoçadas pode considerar preferências pessoais, tolerância e orientação profissional no contexto da dieta e da saúde individual.

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via SAUDE INTERNACIONAL

Sobre o autor

Ademar D. Batista

"Editor do portal Saúde Energética. Técnico e entusiasta de biohacking, utiliza sua sólida formação analítica para investigar as mais recentes descobertas científicas sobre longevidade, nutrição funcional e saúde preventiva. Dedica-se a traduzir estudos biomédicos complexos em hábitos simples e práticos para quem busca envelhecer com alta performance."

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