A médica Susan Wolver, diretora do programa de perda de peso da VCU Health, compartilhou como organiza suas refeições diárias e quais princípios orientam suas escolhas. Com quase 40 anos na clínica e 13 à frente do centro de obesidade, ela resume sua filosofia: a melhor dieta é aquela que a pessoa consegue sustentar no longo prazo. As declarações foram publicadas em 8 de setembro de 2026.
Para o café da manhã, Wolver privilegia proteína e saciedade. Uma de suas combinações favoritas é iogurte grego integral simples com suplemento proteico, chia, linhaça e nozes. Em dias alternativos, recorre a ovos (inclusive “egg bites”) com vegetais. O café é tomado com creme de leite, após um processo gradual de redução de adoçantes ao longo dos anos.
No almoço, quando está no hospital, a escolha costuma ser a salada do refeitório, com folhas, legumes variados e reforço de proteína — como salada de frango, atum ou ambos. Em casa, ela aproveita sobras do jantar.
O jantar segue a mesma lógica de baixo teor de carboidratos: uma fonte de proteína acompanhada de vegetais. Entre os preferidos estão aspargos, brócolis, couve-flor, alcachofra e couve de Bruxelas; batata-doce entra ocasionalmente. Wolver também prepara coleslaw em casa, sem açúcar, e prefere maionese caseira para manter o prato o mais natural possível.
Os lanches ficam por conta de oleaginosas, queijos ou iogurte (quando não foi a base do desjejum). Para a sobremesa, ela combina cottage com mel ou mistura o queijo com proteína sabor chocolate para elevar o teor proteico; chocolate amargo aparece de vez em quando. Para reduzir o impulso por doces, evita mantê-los em casa.
Além do cardápio, Wolver recomenda atenção redobrada aos rótulos: quanto mais o alimento vem em caixas e pacotes, maior a chance de conter adições indesejadas. Se, mesmo com ajustes no estilo de vida, metas de peso ou de controle de condições como diabetes, hipertensão e colesterol não forem alcançadas, ela sugere procurar um especialista em medicina da obesidade. Para a médica, obesidade é, sobretudo, uma questão biológica — e não de força de vontade.
O papel do especialista tem ganhado relevância em meio à popularização dos medicamentos da classe GLP-1. Pesquisas recentes indicam que cerca de 1 em cada 8 adultos nos EUA está em uso dessas medicações, embora mudanças sustentáveis de hábitos permaneçam centrais para a saúde.
Susan Wolver é médica da VCU Health e lidera o programa de perda de peso da instituição em Richmond, Virgínia.
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via Weight Loss